
- Simulado DETRAN (prova 2026)
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Ao prestar socorro às vítimas de trânsito, é importante realizar algumas ações iniciais para garantir a segurança da vítima e a sua própria segurança.
Abaixo estão algumas orientações básicas sobre o que fazer.
| Avalie o local e verifique a segurança | Avalie o local antes de se aproximar da cena do acidente e verifique a segurança do ambiente. Certifique-se de que não há risco de incêndio, vazamento de substâncias perigosas ou tráfego intenso. |
|---|---|
| Acione o socorro especializado | Acione o socorro especializado o mais rápido possível, informando as características do acidente e a necessidade de assistência médica. |
| Mantenha-se calmo e tranquilize a vítima | Mantenha-se calmo e tranquilize a vítima, explicando que ajuda está a caminho. Seja solidário e ofereça apoio emocional até os profissionais de saúde chegarem. Ouça queixas, não minta e não dê informações que causem impacto. |
| Permaneça junto à vítima | Permaneça junto à vítima em um local onde ela possa te ver. |
| Solicite ajuda | Se ela estiver agressiva, solicite a ajuda de familiares ou conhecidos, se houver algum no local do acidente. |
| Controle sangramentos | Controle sangramentos, aplicando pressão direta com um pano limpo ou curativo estéril. |
| Proteja-se | Proteja-se com luvas ou outro material, como sacos plásticos, para evitar que suas mãos toquem no sangramento e possíveis secreções. |
| Facilite a respiração e a circulação da vítima | Facilite a respiração e a circulação da vítima, tendo sempre o cuidado de não movimentá-la. Isso inclui remover acessórios como anéis, brincos e pulseiras, afrouxar a roupa e soltar o cinto de segurança. No caso de motociclistas, abra a viseira e a presilha do capacete. |
Ao prestar socorro às vítimas de trânsito, é importante evitar algumas ações para garantir a segurança da vítima e a sua própria segurança.
Abaixo estão algumas orientações básicas sobre o que não fazer.

| Não ofereça nada à vítima | Não ofereça nada à vítima, ainda que ela peça: Isso inclui remédios, pomadas e até mesmo água. Essa regra existe porque a vítima pode ter alguma alergia à medicação. E no caso da água, pode provocar vômito, fazer a vítima engasgar e até mesmo sofrer asfixia. |
|---|---|
| Não movimente a vítima | Não movimente a vítima, a menos que haja risco imediato à vida, como incêndio ou explosão. Movimentos inadequados podem agravar lesões na coluna vertebral. Aguarde a chegada do socorro especializado para uma avaliação mais segura. |
| Não remova capacetes | Não remova capacetes, pois isso pode agravar lesões no pescoço e na coluna. |
| Não aplique torniquetes | Não aplique torniquetes para estancar hemorragias, pois é uma ação que só deve ser realizada por pessoal treinado. |
| Não realize respiração boca-a-boca | Não realize respiração boca-a-boca, essa é uma ação que só deve ser executada por especialistas e com equipamentos adequados |
| Não mexa em um membro fraturado | Não mexa em um membro fraturado, limite-se a imobilizá-lo. |
| Não remova veículos envolvidos no acidente | Não remova os veículos envolvidos no acidente, para não prejudicar o trabalho da perícia. |
Ao prestar os primeiros socorros às vítimas de trânsito é importante seguir as seguintes etapas iniciais:
| Análise primária | Análise secundária | Verificação dos sinais vitais |
|---|---|---|
| A análise primária é um procedimento importante para avaliar rapidamente o estado de saúde da vítima e determinar quais medidas devem ser tomadas. | A análise secundária é uma avaliação mais detalhada que ocorre após a análise primária. | Verificar os sinais vitais da vítima é fundamental para orientar sobre o procedimento mais adequado. |
Cuidado com a pegadinha! O sexo e a idade da vítima não devem ser considerados na prioridade do atendimento.

Vamos entender com mais detalhes cada uma das etapas do atendimento.
A análise primária é um procedimento importante para avaliar rapidamente o estado de saúde da vítima e determinar quais medidas devem ser tomadas.
Aqui está uma sequência geral de passos a seguir durante a análise primária:
A análise primária é um procedimento importante para avaliar rapidamente o estado de saúde da vítima e determinar quais medidas devem ser tomadas.
Aqui está uma sequência geral de passos a seguir durante a análise primária:
| Nível de consciência | Verifique se a vítima está consciente ou inconsciente, inclusive se consegue falar e ouvir. |
|---|---|
| Respiração | Avalie se está respirando normalmente, com dificuldade ou se não está respirando. |
| Pulsação e sangramentos | Verifique se a vítima tem pulsação e se há sangramentos graves, inclusive se sangra pelo nariz, pela boca ou pelos ouvidos. |
| Lesões na coluna | Avalie possíveis lesões na coluna. Se houver suspeita de lesão na coluna, evite movimentar a vítima desnecessariamente até que o socorro especializado chegue no local. |
A análise secundária é uma avaliação mais detalhada que ocorre após a análise primária.
Ela permite uma visão mais abrangente sobre o estado de saúde da vítima.
Aqui está uma sequência geral de passos a seguir durante a análise secundária:
| Cabeça | Verifique a cabeça da vítima em busca de ferimentos, hematomas, deformidades ou outros sinais de lesão. |
|---|---|
| Pescoço | Avalie se no pescoço há inchaços, cortes ou perfurações. Verifique também se o pescoço está rígido, o que pode ser indicativo de lesão na coluna. |
| Olhos, orelhas, nariz e boca | Veja se há fluidos ou secreções nos olhos, orelhas, nariz e boca. |
| Tórax | Verifique o tórax em busca de ferimentos, fraturas de costelas, objetos encravados ou dificuldade respiratória. |
| Abdômen | Avalie a região do abdômen, pressionando suavemente para verificar a presença de dor, sensibilidade ou inchaço. |
| Dorso | No dorso, verifique se há edemas, afundamentos ou deformidades. |
| Pelve | Na pelve, avalie se há hematomas ou sangramentos. |
| Extremidades | Verifique se houve amputações, cortes ou fraturas nas extremidades: dedos, mãos, pés e braços. |
Quem chega ao local de um acidente para prestar socorro precisa saber identificar os sinais vitais da vítima.
Essa avaliação é fundamental para orientar qual é o procedimento mais adequado.
Os sinais vitais a serem verificados são:
Vamos falar com mais detalhes sobre a verificação de cada um desses sinais vitais.
A verificação da respiração é fundamental para identificar emergências respiratórias, pois indica se a vítima está recebendo oxigênio suficiente para manter o organismo em funcionamento.
Para verificar a respiração, siga os seguintes passos:

A respiração artificial boca-a-boca não é uma ação recomendada desde 2010. Ela deve ser executada somente por pessoal treinado e com equipamentos adequados.
A verificação da pulsação é fundamental para identificar emergências cardíacas, pois pode indicar problemas no sistema circulatório da vítima.
Para verificar a pulsação, siga os seguintes passos:

Uma forma de encurtar o tempo de contagem da respiração e da pulsação é medir por trinta segundos e multiplicar o resultado por dois. Ou ainda medir por quinze segundos e multiplicar o resultado por quatro.
Assim como a pulsação, a verificação da pressão arterial também ajuda a identificar possíveis problemas no sistema circulatório da vítima.
Porém, a pressão arterial é o sinal vital mais difícil de ser verificado por um socorrista não profissional sem a ajuda de equipamentos.
O teste de perfusão capilar nas extremidades é uma forma de avaliar a pressão arterial e diagnosticar possíveis hemorragias e falhas circulatórias.
Para realizar o teste de perfusão capilar nas extremidades, siga os seguintes passos:

Agora, vamos falar sobre a temperatura corporal, que é o único sinal vital que não varia de acordo com a idade da vítima.
O normal é que a temperatura corporal varie entre 36 e 37 graus.

Se na sua prova perguntar qual é o único sinal vital que não varia de acordo com a idade, você já sabe o que responder: temperatura corporal.
A verificação das pupilas é fundamental para avaliar o estado neurológico da vítima e ajudar a identificar possíveis lesões ou problemas no sistema nervoso.
A pupila é a bolinha preta que temos no meio do olho.
Quando estão expostas à luz, as pupilas se contraem. E quando estão no escuro, se dilatam.
Para avaliar as pupilas da vítima, é importante verificar:
O ideal é que as pupilas estejam com tamanho normal e simétricas, dilatando-se ou contraindo-se de acordo com a incidência de luz.

Caso haja alguma alteração, o problema pode ser:
| Miose | Midríase | Anisocoria |
|---|---|---|
Pupilas contraídas
|
Pupilas dilatadas
|
Pupilas assimétricas
|
As nomenclaturas dos tipos de alteração das pupilas podem cair na sua prova.
Miose e midríase são os nomes mais cobrados.
Para te ajudar a lembrar a diferença entre elas use esse macete: Dilatada começa com a letra “D”. Na palavra midríase há a letra “D”, em miose não tem. Se tem a letra “D” no nome é porque as pupilas estão dilatadas.
Regras de ouro para acertar a maioria das questões de Primeiros Socorros:
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